Livro de Alice Walker retrata o cotidiano de uma família negra no Sul dos EUA, por três gerações e aborda o poder da força humana
A terceira vida de Grange Copeland (José Olympio, 336 pp, R$ 59,90 – Trad.: Carolina Simmer e Marina Vargas), primeiro livro de Alice Walker — vencedora do Prêmio Pulitzer de 1983 pelo livro
A cor púrpura —, revela o cotidiano de uma família negra no Sul dos EUA, por três gerações. Oprimido pela estrutura racista do condado de Baker, o trabalhador rural Grange Copeland abandona família e amante para ganhar a vida no Norte, mas retorna, após passar por experiências transformadoras, decidido a nunca mais conviver com pessoas brancas. Grange refaz sua vida, torna-se fazendeiro, mas tem que lidar com as consequências de suas escolhas no passado. Escrito com linguagem poderosa e precisa, o livro trata de violência — racial, social, familiar, contra a mulher —, mas também da força humana, capaz de mudar uma realidade inóspita por meio do amor e da ação no mundo.