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Vidas negras importam
PublishNews, Redação, 04/11/2020
Publicado pela Elefante, livro resgata e discute o movimento #BlackLivesMatter

“O racismo nos EUA sempre foi o meio utilizado pelos homens brancos mais poderosos do país para justificarem seu governo, ganharem dinheiro e manterem o resto de nós à distância. Por essa razão, o racismo, o capitalismo e o domínio de classe sempre se entrelaçaram de tal maneira que é impossível imaginar um sem o outro.” Eis uma das conclusões da ativista norte-americana Keeanga-Yamahtta Taylor no livro #VidasNegrasImportam e libertação negra (Elefante, 300 pp, R$ 55 – Trad.: Thali Bento). Lançada originalmente em 2016, a obra resgata e discute o movimento #BlackLivesMatter, surgido em 2014 em reação ao assassinato do jovem negro Michael Brown pela polícia de Ferguson, no estado do Missouri. Os protestos, que se espalharam pelo país e se estenderam até 2015, ocorreram quando a Casa Branca — “um edifício construído por escravos em 1795”, lembra Keeanga — era ocupada pelo primeiro presidente negro dos Estados Unidos. As manifestações foram de encontro à ideia, então defendida por muitos, de que o país estava finalmente superando o racismo.

[04/11/2020 07:00:00]
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