Na continuação de ‘Menino de engenho’ autor narra o início da adolescência de Carlos de Melo, enquanto vive num colégio interno e sente falta da sua antiga vida
Publicada em 1933, a obra
Doidinho (Global, 236 pp, R$ 59,90), continuação de
Menino de Engenho, traz Carlinhos em um mundo completamente diferente do engenho Santa Rosa. Carlinhos agora é Carlos de Melo, está saindo da infância e entrando na pré-adolescência, enquanto vive num colégio interno, sob o olhar de um diretor cruel e autoritário. Ao mesmo tempo que lida com o despertar de sua sexualidade, ele sente falta da antiga vida no engenho, e encontra refúgio nos livros. As mudanças na vida de Carlos acompanham as mudanças na história do Brasil. Os engenhos estão sendo trocados por usinas, enquanto há uma percepção de que a mão de obra na cultura açucareira é análoga à escravidão. Com introdução da pesquisadora, crítica literária, autora de literatura juvenil e professora universitária Marisa Lajolo,
Doidinho é a segunda obra do chamado Ciclo da Cana-de-Açúcar de José Lins do Rego.