Publicidade
O ódio como agente destruidor
PublishNews, Redação, 29/09/2020
Publicado pela Iluminuras, livro analisa o poder da voz e dos discursos

O discurso da estupidez (Iluminuras, 96 pp, R$ 39) surgiu como efeito do trabalho de pesquisa que o autor, Mauro Mendes Dias, vem realizando, há alguns anos, sobre a voz na psicanálise. A pesquisa o levou a autores que falam sobre a estupidez, na qual ele reconheceu uma nova modalidade de fascismo que se vale de meios antipolíticos para atingir propósitos, tendo o ódio como principal agente de destruição. “O discurso da estupidez vai contra qualquer avanço político, tocando a parte mais animal do homem. Encontra-se diretamente ligado à possibilidade de viver o ódio, seja a pessoa de direita ou de esquerda, para mudar a realidade a partir da destruição do que é instituído. O sentimento de ódio é a paixão mais primitiva que nos constitui como humanos”, acompanhando Freud, afirma o autor. A abordagem da obra está em consonância com o atual momento em que vivemos, quando os discursos se mostram inflamados e o ódio se manifesta de todas as formas.

Tags: Iluminuras
[29/09/2020 07:00:00]
Matérias relacionadas
Hamilton dos Santos oferece um adendo a essa linhagem argumentativa: uma análise do capcioso apelo e dos riscos inerentes ao ideal da transparência radical como um 'fármaco moral infalível'
De Paulo Leminski e João Suplicy, 'Winterverno' conta com textos de Leminski com a própria caligrafia e ilustrações de João; ambos se conectando e se complementando mutuamente construindo o livro
Antonin Artaud desmonta os psicologismos do teatro moderno
Leia também
Livro reúne narrativas, reflexões e fragmentos que tratam da memória e de seus modos de registro
Autor expande os limites do verso livre ao confrontar a melancolia da solitude com a delicadeza dos afetos cotidianos
Livro de James Joyce explora as nuances de vários momentos da vida