Publicidade
A arte de editar livros
PublishNews, Redação, 12/08/2020
Mistura de manifesto e livro de memórias, Roberto Calasso escreve sobre a arte de editar livros e faz um panorama da literatura do século XX a partir de autores que o marcaram

Em uma época de nivelamento das categorias, de fácil acesso a uma suposta biblioteca universal digitalizada (de fato, fragmentária e caótica), o editor tende a ser visto como um intermediário desnecessário entre o escritor e o leitor. Em A marca do editor (Âyiné, 170 pp, R$ 59,90 – Trad.: Pedro Fonseca), Roberto Calasso, à frente da Adelphi Edizioni (Milão) há quase meio século, rebate ponto a ponto esse e outros graves erros dos paladinos do imediatismo, da velocidade e do desempenho financeiro como categorias absolutas. Contra a ideia daqueles que querem encarar a edição como uma indústria qualquer, o livro mostra, tanto com fineza quanto com contundência, a importância do editor que defende e cultiva sua marca. O mercado editorial como um todo também é assunto do livro. Calasso faz uma reflexão sobre várias etapas da produção – da importância do projeto gráfico, das capas e orelhas até as consequências da digitalização, oferecendo um estudo consistente desse universo.

Tags: Âyiné
[12/08/2020 07:00:00]
Matérias relacionadas
"A tecnologia apenas explicitou como a fronteira entre humanos e objetos tecnológicos é um borrão. Não sabemos mais onde começa nosso corpo e termina o telefone celular, para ficar em apenas um caso", diz
Joseph Brodsky se lança em uma febril reflexão sobre a história da civilização
Além dos descontos nos preços de livros selecionados, haverá programação cultural, cervejinhas e conversas
Leia também
Entre rios, estradas e cidades, o mascate percorre o país carregando um sonho e vendendo tecidos e anáguas.
Mary Lyn Ray propõe reflexões a partir da interação entre pessoas e as pedras do dia a dia
Obra revela 'os segredos mais íntimos' das árvores