'As mulheres contam' reúne histórias escritas por D.H. Lawrence entre 1910 e 1927 com personagens femininas como figuras centrais
Com uma franqueza tida como escandalosa em seu tempo, foi D.H. Lawrence foi um dos primeiros autores do Modernismo Inglês a abordar o desejo sexual das mulheres e sua realização – muitas vezes desafiando o domínio masculino – em romances fundamentais como
O arco-íris,
Mulheres apaixonadas e
O amante de Lady Chatterley. Agora, a Carambaia publica
As mulheres contam (288 pp, R$ 79,90 - Trad.: Patrícia Freitas), antologia com sete textos escritos entre 1910 e 1927. Em todos os contos, é central a presença das personagens femininas – inquietas, complexas e quase sempre insubmissas. Por exemplo,
Bilhetes, por favor, a história que abre o volume, narra a vingança de um grupo de funcionárias de uma ferrovia contra um colega metido a conquistador.
O batizado fala do estigma da gravidez anterior ao casamento e
Nada disso trata dos reveses sofridos por uma mulher independente. No projeto gráfico, feito por Tereza Bettinardi, foi adotada uma tipografia que remete à usada nos cartazes do movimento sufragista inglês (luta das mulheres por direito a voto, alcançado em 1918).