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Sem conseguir decidir, júri do Booker Prize escolhe duas ganhadoras
PublishNews, Redação, 15/10/2019
Margaret Atwood e Bernardine Evaristo dividem o prêmio em 2019

Margaret Atwood e Bernardine Evaristo levaram o Man Booker Prize em 2019 | Reprodução
Margaret Atwood e Bernardine Evaristo levaram o Man Booker Prize em 2019 | Reprodução
O júri do Booker Prize, um dos mais tradicionais prêmios literários do mundo, resolveu dividir o galardão entre duas autoras: a canadense Margaret Atwood, por Os testamentos (em pré-venda pela Rocco), e a britânica Bernardine Evaristo, por Girl, woman, other, inédito no país.

Embora não seja o primeiro empate da história do Booker Prize (aconteceu com Nadine Gordimer e Stanley Middleton, em 1974, e com Michael Ondaatje e Barry Unsworth, em 1992), o regulamento do prêmio não permitia mais essa possibilidade. Apesar disso, o júri não conseguiu chegar a um consenso depois de cinco longas horas de reunião, resolveu quebrar a regra e dividir entre as duas ganhadoras o prêmio de 50 mil libras.

Ao anunciar o empate, Peter Florence, presidente do júri, comentou: “Ambos são livros fenomenais que irão encantar os leitores e ressoarão nas próximas gerações”. “Ao serem informados de que era definitivamente contrário às regras, o corpo de jurados mantiveram uma discussão mais aprofundada e optaram por desprezá-las”, completou Gaby Wood, diretora literária da Fundação Booker Prize.

Sobre Os testamentos, o júri destacou: “É um romance selvagem e bonito, poderosamente atual. O sarrafo é extraordinariamente alto para Atwood. Ela voa”. Sobre o livro de Evaristo, o júri registrou: “Este é um romance impressionante e feroz sobre a vida das famílias negras britânicas, suas lutas, dores, risos, anseios e amores. Com um ritmo deslumbrante, Evaristo nos leva a uma jornada de histórias intergeracionais, movendo-se por diferentes espaços e heranças: africanos, caribenhos e europeus”.

Atwood, que já tinha levado o Booker Prize em 2000 por O assassino cego, se firma como a pessoa mais velha a receber a honraria enquanto que Evaristo, a primeira autora negra.

[15/10/2019 04:00:00]
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