Publicidade
Um mergulho sombrio na mente humana
PublishNews, Redação, 22/07/2019
Em ‘O bom filho’, romance da coreana You-jeong Jeong, o terror se esconde onde menos se espera

Jovem nadador com um futuro brilhante, Yu-jin vê sua carreira ser interrompida pela epilepsia. Os remédios que previnem seus ataques acabam por cobrar um preço alto, e o sonho de ser um esportista é sepultado para sempre. Isso não o impede de sair escondido todas as noites para correr, contrariando sua mãe. Numa manhã qualquer, Yu-jin desperta sentindo cheiro de sangue. Tudo indica que tenha sofrido um ataque epiléptico à noite, mas, ao percorrer o apartamento, encontra o corpo da mãe ao pé da escada. Aos poucos, sua memória vai voltando, e ele tem a lembrança de tê-la ouvido chamar seu nome. Não está certo, no entanto, se ela pedia ajuda ou se tentava salvar a própria vida. Começa assim a busca desesperada do protagonista para esclarecer o que ocorreu na noite anterior. Juntando algumas poucas pistas, Yu-jin tentará montar o quebra-cabeça e descobrir o assassino. Conforme prossegue na investigação, procurará na própria memória as explicações para o crime. O bom filho (Todavia, 288 pp, R$ 49,90 – Trad.: Jae Hyung Woo), fenômeno literário que rendeu a You-jeong Jeong o apelido de “Stephen King coreana”, é um thriller psicológico e um mergulho no que há de mais sombrio na alma humana.

[22/07/2019 07:00:00]
Matérias relacionadas
Ao narrar a trajetória de uma família que teve de recomeçar a vida em outro continente, fugindo de perseguições políticas, 'NAFTALINA' faz uma reflexão delicada sobre família, renúncia e sacrifício
Após precisar se mudar para o outro lado do país, Samantha se vê dividida entre uma conexão intensa e a necessidade de criar uma vida nova
Justine desenvolve uma relação muito próxima com Hélène Hel, uma residente de quase cem anos com quem passa horas partilhando memórias
Leia também
o autor e ilustrador Alexandre Rampazo traz uma história inusitada com personagens clássicos de contos
André Gravatá convida o leitor a olhar o movimento que há na vida
No livro, Marieta inicia uma transformação delicada: aprende que crescer não é cumprir uma missão grandiosa, mas reparar vínculos, escutar o outro e reaprender a estar junto