Romancista foi eleito por unanimidade e assume a Cadeira 11, na sucessão de Helio Jaguaribe

Ignácio de Loyola Brandão | © Johan Visbeek
A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu na tarde de ontem (14), por unanimidade, o romancista e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, para a Cadeira 11 de seu Quadro de Membros Efetivos, vaga com o falecimento do acadêmico e jurista Helio Jaguaribe. O escritor nasceu em Araraquara (SP), em 1936, atuou como jornalista e trabalhou em diversos jornais e revistas como Última Hora, Claudia e Ciência. Atualmente escreve uma crônica quinzenal para o
Estadão, o qual se pronunciou assim que soube que tinha sido eleito. “Eu nunca tinha pensado em me candidatar, achava que não era para mim. Mas é para mim, também. Quero abraçar o mundo com as mãos, com os pés. Não sei quanto tempo mais eu tenho, mas sinto uma vontade tão grande de chegar lá em cima e esse era mais um passo, mais um degrau subido. E se vierem outros eu vou subindo, nem que sejam os da Penha”, brincou. O romancista recebeu, pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Machado de Assis de 2016, em seu novo formato, quando passou a ser o único outorgado pela Academia Brasileira de Letras. Publicou mais de 42 livros, entre romances e contos, crônicas, viagens, infantis e infantojuvenis e uma peça teatral. Entre eles:
Zero;
Não verás país nenhum;
Dentes ao sol;
O beijo não vem da boca;
Cadeiras proibidas;
O anônimo célebre; e
O mel de Ocara.