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Umberto Eco investiga a utopia da língua única e perfeita
PublishNews, Redação, 30/01/2019
Em lançameto da Editora Unesp, o pensador italiano maneja escritos de Agostinho, Dante, Descartes e Rousseau, e até mesmo tratados arcanos sobre cabala e magia, além da história do estudo da linguagem

Filósofos, teólogos e místicos ocuparam-se, por pelo menos dois mil anos, com o pensamento de que em algum momento existiu uma linguagem que expressasse de forma perfeita e inequívoca a essência de todas as coisas e conceitos possíveis. E é essa utopia que o filósofo e escritor italiano Umberto Eco (1932 - 2016) investiga em A busca da língua perfeita na cultura europeia (Editora Unesp, 411 pp, R$ 62 - Trad.: Antonio Angonese), no rastro da tentativa de descobrir uma língua que fosse original, perfeita e única para toda a humanidade. Sem defender um monolinguismo ou um poliglotismo, Eco trabalha numa espécie de inventário dessa busca da língua perfeita e de suas reverberações no campo das ideias. Para isso, parte da língua anterior ao episódio da Torre de Babel e passa pelo projeto da Ars magna de Raimundo Lúlio. Da Idade Média ao Iluminismo, essa questão também foi uma das obsessões do Século das Luzes: uma língua que poderia ser lida facilmente estaria relacionada à realidade de todos e, consequentemente, promoveria a busca da verdade.

[30/01/2019 09:49:00]
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