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Sebos e afins
PublishNews, Redação, 16/10/2018
Pesquisa mostra que 54% dos brasileiros que declararam ter comprado artigos de segunda mão adquiriram livros

Sebo na Rua José Bonifácio, no centro de São Paulo | © Beraldo Leal / Wikicommons
Sebo na Rua José Bonifácio, no centro de São Paulo | © Beraldo Leal / Wikicommons

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizou uma pesquisa em que ouviu 824 consumidores de ambos os gêneros, todas as classes sociais e de todas as capitais do país, para saber quais produtos usados os brasileiros mais consomem. Dos entrevistados, 54% declararam já ter comprado livros usados. A categoria lidera. Em seguida estão os automóveis e motos (43%), eletrônicos (38%), móveis (38%), smartphones (36%) e eletrodomésticos (36%). Entre os entrevistados que compraram algum livro nesse período, 76% acreditam que vale mais a pena adquirir um exemplar usado do que um novo.

A pesquisa mostra que a oportunidade de diminuir gastos e poupar é um dos objetivos da maioria das pessoas que optam pela aquisição de produtos usados. Dentre os que compraram ou venderam produtos usados nos últimos 12 meses, 65% calcularam a economia proporcionada, sendo 41% no caso da compra e 24% com a venda. Entre esses, nove (92%) em cada dez consumidores acreditam que a economia de dinheiro com a compra de usados foi significativa para o bolso.

Os consumidores que declararam ter comprado livros usados informaram aos pesquisadores que adquiriram esses produtos majoritariamente em sites ou aplicativos especializados (37,5%), por meio de amigos ou conhecidos (37,2%) ou em eventos (23,3%).

Na avaliação do educador financeiro José Vignoli, o mercado de usados vem ganhando cada vez mais espaço graças aos marketplaces. “O comércio de usados é amplamente favorecido pelas novas tecnologias e pela internet, que aproximam pessoas desconhecidas com um interesse comum. Em um período em que muitos enfrentam dificuldades financeiras, essa pode ser uma saída para quem deseja fazer compras a preços acessíveis ou vender objetos que apenas ocupam espaço em casa”, analisa o educador.

Sempre importante dizer que os principais varejistas de livros no Brasil já colocaram no ar suas plataformas de marketplaces, dando especial destaque para o Estante Virtual e a Amazon. Ambos operam com livros usados. O Estante Virtual, comprado pela Livraria Cultura no final do ano passado, reúne mais de 2,5 mil sebos e livreiros e já vendeu, segundo reportes da própria empresa, mais de 16 milhões de exemplares desde a sua fundação em 2005.

Já o da Amazon, iniciado em abril do ano passado, reúne centenas de vendedores de livros de todo o Brasil, com mais de 300 mil títulos em português e reporta crescimento de 100% na variedade de títulos oferecidos desde o lançamento.

[16/10/2018 01:00:00]
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