Lançamento da Moinhos transpõe para as páginas conversas que o professor paraibano teve com a freira santista radicada na Paraíba
O livro
Conversa de jardim (Moinhos, 108 pp, R$ 40) transpõe para o papel as conversas que a escritora Maria Valéria Rezende e o professor paraibano Roberto Menezes tiveram (e gravaram) desde 2014. Nem eles sabem quantas vezes se encontraram. Ele trazia um bolo, ela preparava o café e a conversa fluía sem pauta, sem pausa. Horas e horas de conversa fiada. “O que tem aqui é só o papo informal entre dois amigos, dois escritores, uma 'véia' e um novinho”, explicou bem-humorada a escritora santista que se radicou na Paraíba. A ideia de transcrever surgiu muito depois. Não é uma biografia, nem é uma entrevista e
Conversa de Jardim está longe de ser uma mera transcrição. Não existe verdades e vez ou outra, as vozes se confundem, se contradizem. Um escambo de personalidades. É tudo calculado. Tudo posto ao acaso. Distorcer opiniões, trocar palavras só de pirraça, furtar frases na cara de pau. Valéria e Roberto só começaram essa conversa porque sabiam que em nenhum momento a levariam a sério. E é aí é que está a graça.