Autor de dezenas de obras literárias bem-sucedidas e consagrado patrono da literatura infantil brasileira, o legado de Monteiro Lobato como escritor é inegável. Mas, e o Monteiro Lobato editor? É justamente essa mudança “para o outro lado do balcão” que a obra
Figuras de autor, figuras de editor (Editora Unesp, 552 pp, R$ 84) examina. A partir de diversos arquivos a análise de documentos até agora inéditos entre os pesquisadores que se debruçaram sobre o projeto intelectual lobatiano, a jornalista e doutora em teoria e história literária Cilza Carla Bignotto caminha pela trilha que levou Monteiro Lobato à posição de editor após sua consolidação como patrimônio da literatura nacional. A pesquisa não apenas registra os sucessos e fracassos editorias de Lobato, mas também fundamentalmente esclarece seus métodos, estratégias e processos, muitos deles inovadores no cenário editorial brasileiro. O livro divide-se em duas partes: na primeira Bignotto analisa a formação de autores e de editores no Brasil; em seguida, na segunda parte, a autora dedica-se às figuras de editor e de autor nas empresas de Monteiro Lobato.