Memórias inventadas (Alfaguara, 110 pp, R$ 39,90) reúne três livros de Manoel de Barros de poesia em prosa. A ideia inicial proposta a Manoel era a de escrever as várias fases de sua vida, cada uma em um volume. Em 2003, ele publicou
Memórias inventadas: a infância. Depois do primeiro livro da série projetada, o poeta percebeu, contudo, que a escrita da memória, a memória do poeta, teria que ser sempre a escrita de uma infância — imaginária, sim, porém enraizada na experiência vivida. Em 2006, saía
Memórias inventadas: a segunda infância e, em 2008,
Memórias inventadas: a terceira infância. Agora chega as livrarias o conjunto, que possui unidade temática e formal. Na obra de Manoel de Barros, a originalidade de elaboração da linguagem é, paradoxalmente, revestida de simplicidade.