Publicidade
Foi bonito, foi bonito!
PublishNews, Leonardo Neto, 11/09/2017
Bienal do Rio chega ao fim com 680 mil visitantes que, em média, compararam 6,6 livros e gastaram R$ 25,18

A crise econômica, política, social e de valores por que passa o Brasil e, sobretudo, a crise por que passa a cidade do Rio de Janeiro, com as suas inseguranças, salários atrasados, balas perdidas e medo eram ingredientes perfeitos para empanar a Bienal Internacional do Livro do Rio, que acabou ontem.

A crise e o medo não afastaram o público da Bienal | © Divulgação
A crise e o medo não afastaram o público da Bienal | © Divulgação

No entanto e apesar disso tudo, as pessoas foram. Os corredores lotados e os eventos concorridos (não eram raros os relatos de pessoas que não conseguiram suas senhas para acompanhar a sessão de autógrafos do seu autor favorito) mostraram isso. E, ao fim do evento, a organização passou a régua e registrou a visita de 680 mil pessoas nos 11 dias de evento. Isso supera a estimativa inicial dos organizadores, que era de 600 mil pessoas.

E as pessoas não só foram como participaram. A programação do Café Literário, por exemplo, registrou aumento de 25% no número de público. Os encontros na arena #SemFiltro, novidade desta edição que reuniu a programação voltada para o público jovem, registraram, em média, 90% de ocupação da sua capacidade. Isso é reflexo de uma mudança importante no perfil dos visitantes da Bienal. Se na edição passada, em 2015, 18% do público da Bienal foi de jovens entre 15 e 19 anos, nessa edição, esse índice saltou para 33%.

Segundo apuração da organização da Bienal do Rio, os 680 mil visitantes que passaram pela Bienal gastaram, em média, R$ 25,18 comprando 6,6 livros | © Divulgação
Segundo apuração da organização da Bienal do Rio, os 680 mil visitantes que passaram pela Bienal gastaram, em média, R$ 25,18 comprando 6,6 livros | © Divulgação

Acesso e compras

Se por um lado, há a evidente crise citada no início desse texto, por outro, o Riocentro ficou mais perto. É que embora Jacarepaguá continue longe pra caramba, mas não é mais só para quem estiver de carro. A extensão da linha 4 do metrô carioca até a Barra e a sua ligação com o BRT construída para os Jogos Olímpicos Rio 2016 facilitaram o acesso à Bienal. Segundo dados da organização, mais da metade (56%) das pessoas que visitaram a Bienal foram de transporte público.

Ainda de acordo com a organização, em média, cada pessoa que passou pelo Riocentro comprou 6,6 exemplares, com gasto médio de R$ 25,18.

Para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), realizador do evento, o resultado positivo funciona como um termômetro para o mercado editorial. “Se tivemos uma queda em 2016 no mercado como um todo dos livros, 2017 já marca uma retomada e um respiro para as empresas. Certamente a Bienal contribui significativamente”, defendeu Mariana Zahar, vice-presidente do SNEL na coletiva de imprensa que marcou o encerramento do evento.

[11/09/2017 10:39:00]
Matérias relacionadas
Além de ter a obra impressa pela Editora Arqueiro, o professor mineiro Felippe Alves Ferreira Barbosa, de 21 anos, ganhou R$ 10 mil
Anuncio será feito no dia 10 de setembro. Prêmio recebeu mais de 200 textos.
Em parceria com Livraria Saraiva, Catapulta apresenta títulos de sucesso no mercado infantil
Leia também
Ação promocional realizada em parceria com a editora Ciranda Cultural foi pensada para alcançar possíveis leitores que não frequentam livrarias
Livro infantil propõe ressignificação do termo 'encrespar' como identidade, memória e resistência de um povo
Participação espanhola reunirá uma programação diversa no evento, a ser realizado de 4 a 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi