Obra lançada originalmente entre os anos 1960 e 1970 em três volumes foi reorganizada pelo próprio poeta nos anos 1980
Entre 1968 e 1979, Carlos Drummond de Andrade publicou três volumes -
A falta que ama (1968),
Menino antigo (1973) e
Esquecer para lembrar (1979) - que formam lírica memorialística. Posteriormente, nos anos 1980, o próprio poeta reorganizou esses volumes em duas obras:
Boitempo -
Menino antigo (336 pp, R$ 59,90) e
Boitempo - Esquecer para lembrar (336 pp, R$ 59,90), que acabam de ganhar novas edições pela Companhia das Letras. Ponto mais alto da lírica memorialística do poeta mineiro,
Menino antigo, o primeiro das memórias poéticas de Drummond, é marcado pelo esforço de resgate e reconstrução da infância perdida, e com ela da mítica Itabira do Mato Dentro. Em estilo antissentimental, Drummond transita, com a curiosidade que o acompanhou por toda vida, pela vila de sua infância, a Belo Horizonte da mocidade e o vasto mundo que chega apenas pelo jornal, “ilustrado e longínquo”. Este volume inclui ainda posfácio do professor e crítico John Gledson.