Obra publicada em edição de bolso é uma síntese e introdução a todo o seu trabalho
Crepúsculo dos ídolos (Companhia das Letras, 136 pp, R$
24,90 – Trad.: Paulo César de Souza) foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita
e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio
Nietzsche a caracterizou como um aperitivo, destinado a 'abrir o apetite' dos
leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a
sua obra, e ao mesmo tempo uma 'declaração de guerra'. É com espírito guerreiro
que ele se lança contra os 'ídolos', as ilusões antigas e novas do Ocidente. De
tão variados e abrangentes, esses ataques compõem um mosaico dos temas e
atitudes do autor: o perspectivismo, o 'aristocratismo', o realismo ante a
sexualidade, o materialismo, a abordagem psicológica de artistas e pensadores,
o antigermanismo, a misoginia. O título é uma paródia do título de uma ópera de
Wagner,
Crepúsculo dos deuses. No
subtítulo, a palavra 'martelo' deve ser entendida como marreta, para destroçar
os ídolos, e também como diapasão, para, ao tocar as estátuas dos ídolos,
comprovar que são ocos.