Caracterizado por Luis Fernando Verissimo como “usina de lirismo” ou dono de uma influente imaginação destacada por Millôr, Fabrício Carpinejar chama atenção pela contundência e originalidade de suas opiniões. Nesta seleta de 122 crônicas de
Amizade é também amor (Bertrand / Record, 288 pp, R$ 32,90), ele escreve sobre o percurso da amizade. Define o que é um amigo, além do oportunismo e do contexto favorável. A amizade é uma fortaleza em época francamente digital e de amores líquidos. Segundo Carpinejar, é a única segurança afetiva e fonte de estabilidade em tempos marcados por casamentos-relâmpago e separações instantâneas. Ele traz à tona recordações familiares, mudanças de comportamento, lições da infância mais simples (banho de caneca ou cadernos encapados pela mãe no início das aulas), estudando o DNA do companheirismo ao longo da vida. Exemplifica a diferença que faz um ombro amigo para atravessar a fossa amorosa, em especial quando o colega diz a frase mágica "ainda vamos rir disso tudo". É um livro poderoso sobre todas as formas de afeição: amizade com alguém, amizade dentro do casamento, amizade com o passado, amizade com os irmãos e pais e também amizade por um município.