Margaret Atwood aborda no livro a complexidade das relações de suas protagonistas com os homens ao redor
A história de mulheres
confrontando seus monstros. De jovens em colônias de férias com nomes indígenas
a poetas de saraus em cafeterias antiburguesas e profissionais bem-sucedidas dos
escritórios de Toronto, Margaret Atwood apresenta em
Dicas da imensidão (Rocco, 240 pp, R$ 39,50 – Trad.: Ana Deiró) dez
contos que, ao recuperarem
acontecimentos transformadores do passado – recente e distante – de cada
uma de suas protagonistas, e seus ecos no presente, convidam a uma reflexão
sobre escolhas, chances perdidas e sobrevivência. Em
Dicas da imensidão, que dá nome à coletânea, Portia, uma mulher de
cortesia, tato e de poucas palavras, lida com seu amor incondicional por um
marido que destila charme para todas ao redor, incluindo as duas irmãs da
esposa – uma delas, com quem mantém um caso extraconjugal. Como em outras de
suas obras, a autora canadense aborda no livro a complexidade das relações de
suas protagonistas com os homens ao redor – de chefes e mentores a amigos,
maridos e amantes -, dando atenção particular à experiência e à fala da mulher.