Primeiro livro de Ben Fountain fala sobre a criação de heróis, irmandade e a comercialização da guerra

Em plena guerra do Iraque, a
equipe de uma emissora de TV registra uma violenta batalha de soldados
americanos contra insurgentes iraquianos. Três minutos e quarenta e três
segundos de brutalidade são suficientes para transformar o jovem cabo Billy
Lynn e seus sete companheiros sobreviventes do esquadrão Bravo em heróis
nacionais. Os oito militares são convidados pelo governo para realizar uma
Turnê da Vitória, cruzando os EUA com o objetivo de estimular o
apoio às tropas norte-americanas. Os homens do Bravo são recebidos como
salvadores da pátria. A apoteose da turnê está marcada para o Dia de Ação de
Graças, no intervalo de um importante jogo de futebol americano no Texas
Stadium. Mas nada sai como planejado. Imersos em um mundo dominado por
política, dinheiro, profissionais do show business, os integrantes do Bravo
pensam apenas em aproveitar os últimos momentos de liberdade, pois em breve
deverão enfrentar novamente tudo o que deixaram no Iraque. Com uma prosa
sofisticada, engraçada e devastadora,
A
longa caminhada de Billy Lynn
(Intrínseca, 304 pp, R$ 44,90), de Ben Fountain, é um retrato ácido e impactante de nosso tempo, um livro poderoso.