Lançado pela Intrínseca, livro mostra como o jornalista se tornou a grife do colunismo social no Brasil
Por mais de 30 anos, entre as décadas de 1960 e 1990, a sociedade brasileira foi desnudada
pela escrita espirituosa do colunista Zózimo Barrozo do Amaral. Muito mais do
que simples registros sobre festas e personalidades badaladas, ele oferecia aos
leitores, com suas notas diárias, um noticiário sobre economia, política e
esportes, entre outros temas variados. Em
Enquanto houver champanhe, há
esperança
(Intrínseca, 672 pp, R$ 69,90), o jornalista Joaquim Ferreira dos
Santos revela detalhes da trajetória de Zózimo, mostrando como e por que ele
se tornou a mais respeitada grife do colunismo social no país. A partir da
história desse personagem, o autor retrata também a rotina nas grandes
redações, os principais acontecimentos de Brasília e as transformações comportamentais
pelas quais passava a elite, que, aos poucos, deixava de lado as festas nos
salões de família e levava sua animação para as pistas de dança das casas
noturnas. Uma elite – que da ditadura militar à redemocratização, passando pelo
choque do petróleo e os anos de hiperinflação – sempre encontrava motivos para
celebrar.