Nova versão conta com entrevista com o autor e 12 mil palavras a mais que a versão anterior
Deuses americanos (Intrínseca, 576 pp, R$59,90 – Trad.: Leonardo Alves) é, acima de tudo,
um livro estranho. E foi essa estranheza que tornou o romance de Neil Gaiman,
publicado pela primeira vez em 2001, num clássico imediato. A Intrínseca acaba de colocar nas livrarias uma nova edição do livro no qual o leitor encontrará capítulos revistos e ampliados,
artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução. A saga
de Deuses americanos é contada ao longo da jornada de Shadow Moon, um
ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado e cujo único
objetivo é voltar para casa e para a esposa, Laura. Os planos de Shadow se
transformam em poeira quando ele descobre que Laura morreu em um acidente de
carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele conhece Wednesday, um homem de
olhar enigmático que está sempre com um sorriso no rosto, embora pareça nunca
achar graça de nada. Depois de apostas, brigas e um pouco de hidromel, Shadow
aceita trabalhar para Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora
por cidades inusitadas dos EUA, um país tão estranho para Shadow
quanto para Gaiman. São nesses encontros
e desencontros que o protagonista se depara com os deuses — os antigos (que
chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a
televisão, a tecnologia, as drogas) —, que estão se preparando para uma guerra
que ninguém viu, mas que já começou.