Lançado originalmente em 2006
e ainda inédito no Brasil,
A filha perdida (Intrínseca, 176 pp, R$ 34,90 – Trad.: Marcello Lino), terceiro
romance da autora que se consagrou por sua tetralogia napolitana acompanha os
sentimentos conflitantes de uma professora universitária de meia-idade, Leda,
que, aliviada depois de as filhas já crescidas se mudarem para o Canadá com o
pai, decide tirar férias no litoral sul da Itália. Logo nos primeiros dias na
praia, ela volta toda a sua atenção para uma ruidosa família de napolitanos, em
especial para Nina, a jovem mãe de uma menininha chamada Elena que sempre está
acompanhada de sua boneca. Cercada pelos parentes autoritários e absorvida
pelos cuidados com a filha na praia, Nina parece perfeitamente à vontade no
papel de mãe e faz Leda se lembrar de si mesma quando jovem e cheia de expectativas.
A aproximação das duas, no entanto, desencadeia em Leda uma enxurrada de
lembranças da própria vida — e de segredos que ela nunca conseguiu revelar a
ninguém. No estilo inconfundível que a tornou conhecida no mundo todo, Elena
Ferrante parte de elementos simples para construir uma narrativa poderosa sobre
a maternidade e as consequências que a família pode ter na vida de diferentes
gerações de mulheres.