Luta pela verdade
PublishNews, Redação, 11/08/2015
Trinta e cinco anos depois de ‘Feliz ano velho’, Marcelo Rubens Paiva volta à ditadura

Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho no livro Ainda estou aqui (Alfaguara, 296 pp; R$ 39,90). O autor mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971.

[11/08/2015 09:16:03]
Matérias relacionadas
Às vésperas de lançar livro na Bienal de São Paulo, escritor paulista participa de encontro no Rio sobre obra autobiográfica escolhida por meio de voto online pelo público
Livro é a memória de quatro gerações, abarcando mais de um século de história, russa e francesa, até chegar à guerra na Ucrânia
Veja também: a biblioteca pessoal de Marcelo Rubens Paiva e a opinião de Djamila Ribeiro sobre o uso equivocado de 'lugar de fala'
Leia também
Tallis reconstrói uma Viena mostrando como os debates nos cafés, os escândalos da elite e a efervescência cultural moldaram a psicanálise
Apoiando-se no conceito psicanalítico de pulsão, a autora propõe a existência de uma pulsão de ficção inata
Textos aqui reunidos apostam na disseminação de ideias, questões, teorias desses campos e atravessando suas fronteiras