Record e Alberto Mussa se manisfestam a respeito do vazamento de informação sobre prêmio da ABL
Na sexta-feira, 1, reproduzimos no PublishNews uma nota da versão impressa da Folha de S. Paulo que resumia a reportagem divulgada no site do jornal sobre o fato de a editora Record ter noticiado, antes da Academia Brasileira de Letras, que Alberto Mussa ganhou o prêmio de ficção concedido pela entidade, com o romance O senhor do lado esquerdo. A nota informava que a ABL atribuía o “vazamento” ao autor. A Record e Alberto Mussa escreveram para nossa redação com seus esclarecimentos. Segundo a editora, a divulgação foi autorizada pela ABL. E, segundo o autor, ele, movido por legítimo entusiasmo, informou “editores, agentes, familiares e amigos da distinção alcançada”, mas não cometeu “nenhuma inconfidência”. Antônio Carlos Athayde, assessor de imprensa da ABL, informou que os autores “se encarregam (o que é muito natural) de divulgar [os prêmios]” e que a Academia “somente divulgará os prêmios quando estiver concluído o processo de concessão de todos eles – dentro de duas semanas, aproximadamente”.
Leia a carta de Alberto Mussa:
“Prezados,
Como não fui ouvido nas matérias que apontam um suposto vazamento do resultado do Prêmio de Ficção da Academia Brasileira de Letras, quero em tempo me manifestar.
Fui eu, naturalmente, movido por legítimo e humano entusiasmo, quem informou meus editores, agentes, familiares e amigos da distinção alcançada pelo romance
O senhor do lado esquerdo.
Não empreguei, todavia, nenhuma arte divinatória ou escutas clandestinas: tenho, comigo, uma carta da ABL — assinada, de próprio punho, por sua Presidente, em 28 de maio.
Não cometi, assim, nenhuma inconfidência; não traí segredos, nem pessoas.
Aliás, casos como o meu já se tornaram públicos: a coluna de Ancelmo Gois, da última terça-feira, informa que Manoel de Barros ganhou o Prêmio de Poesia; e a grande rede divulga desde o começo do mês que Ricardo Leão foi vencedor do Prêmio de Ensaio e Crítica Literária — ambos conferidos pela mesma Casa.
Não há, portanto, razão para intempéries. E, convenhamos, não sendo sigilosa, a carta, não cabe o termo “vazamento” — mas extravasamento, apenas, da notícia.
Afinal, trata-se da Academia Brasileira de Letras. Não poderia ocultar premiação de tamanha relevância.
Alberto Mussa”
[04/06/2012 00:00:00]
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