O ceramista Edmund de Waal sempre fora fascinado pela coleção de 264 miniaturas japonesas entalhadas em madeira e marfim que ficavam guardadas no apartamento de seu tio-avô, Iggie, em Tóquio. É a partir dessa delicada coleção que ele apresenta sua família: os Ephrussi, judeus originários de Odessa — atualmente na Rússia —, que eram os maiores exportadores de trigo do mundo em 1870. Para aumentar o império, construído com a riqueza do comércio de grãos e investimentos bancários, os filhos passaram a ser enviados para atuar em diferentes capitais europeias. Entre eles está Charles Ephrussi, um mecenas parisiense. Esses são alguns dos personagens que compõem a trama de A lebre com olhos de âmbar (Intrínseca, 318 pp., R$ 29,90 - Trad. Alexandre Barbosa), obra de não ficção vencedora do Costa Book Award 2010 na categoria Biografia e finalista do South Bank Sky Arts Award.


