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O freela e o frio
PublishNews, 25/08/2011
O freela e o frio

Não damos bola para ele na maior parte do ano, mas quando chega o inverno é que vemos o quanto o frio nos incomoda para trabalhar. Como é difícil sair da cama. Dá mais sono ainda depois do almoço. Os dedos congelam. As pernas ficam frias. Dorzinhas se acentuam. A vontade de parar para fazer um lanchinho é enorme. Hoje tentarei dar algumas dicas para amenizar essas coisas.

Primeiro podemos pensar na vantagem que temos em sermos freelas: não precisamos sair no frio. Por outro lado, a dificuldade em sair da cama é a mesma e ainda há a desvantagem dela estar ali do lado e querermos correr para ela, ou para o sofá, e ficarmos cobertos, vendo sessão da tarde e comendo pipoca.

Bom, o primeiro passo é o de sempre: força de vontade. Não tem jeito, no frio é ainda mais difícil, mas é preciso manter a disciplina. Se por acaso acordar um pouco mais tarde o negócio é compensar trabalhando mais. Outra coisa que ajuda é fazer exercício, que além de manter o corpo saudável ainda ajuda a esquentar.

Ficar sempre bem agasalhado também é importante. Nada de preguiça de ir buscar uma malha quando sentir que precisa dela! Um cobertor sobre as pernas pode ser de grande ajuda à tarde/noite quando as temperaturas caem ainda mais. Além disso, uma bolsa de água quente (compre a bolsa de borracha em qualquer farmácia) junto com agasalhos e cobertores pode dar um conforto bom para se trabalhar. É sempre importante manter o meio do corpo aquecido.

Um aquecedor pode ajudar se você trabalhar em um ambiente menor. Eu não gosto muito, acho que o ar fica muito seco, mas é uma opção. Chás e cafés quentinhos também são uma boa, mas tente evitar o exagero e parar toda hora, senão o trabalho não renderá.

Para as mãos, costumo usar uma luva de lã cortada nos dedos. É preciso se acostumar um pouco, mas depois a digitação engrena. Existe uma alternativa mais tecnológica que são as luvas aquecidas, ou heated gloves. Elas têm uma saída que você liga no USB do computador e está pronto para trabalhar. Nunca vi aqui no Brasil, mas na Amazon vende. Pretendo comprar o meu par em breve (sempre falo isso no frio e esqueço quando o clima esquenta).

No caso de tudo isso falhar, aí é melhor partir para medidas extremas: um dedo de uísque ou uma taça de vinho (à tarde, faça-me o favor, hein) ou então desencane, tire férias em uma praia tropical e volte quando o clima esquentar.

Sim, esta conclusão é uma brincadeira. O importante é que você tente ficar o mais confortável possível para que o seu trabalho renda, portanto, repita comigo: Frio é psicológico, frio é psicológico...

Cassius Medauar (@cassiusmedauar) é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há vinte anos, tendo trabalhado como editor (Conrad, Pixel/Ediouro e JBC), tradutor e jornalista freelancer. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, traduziu coisas como Beber, Jogar e F@#er, O vendedor de armas, a série Dexter, as biografias de Michael J. Fox, Tim Burton e Lily Allen, Cicatrizes (HQ), entre outros. Nos sete anos como Gerente de Conteúdo da Editora JBC, foi responsável pela mudança de qualidade da linha de mangás e HQs da editora e a implantação de seu modelo digital (publicações em e-book e mídias sociais). Sua coluna aborda especialmente o mercado de quadrinhos e geek, mas digital, trabalho freelancer, surfe e futebol podem marcar presença.

** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do PublishNews.

[24/08/2011 21:00:00]
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