Construído a partir do horto botânico, um viveiro de mudas de plantas de 1798, o Jardim da Luz foi o principal centro de convivência urbana até o final dos anos 1920, quando se iniciou sua decadência. No ano 2000, passou por uma restauração que devolveu ao local sua beleza arquitetônica e paisagística. O arquiteto e designer gráfico Ricardo Ohtake e o historiador Carlos Dias, responsáveis por essa reforma, escreveram Jardim da Luz – Um museu a céu aberto (Senac São Paulo / Edições Sesc SP, 240 pp., R$ 60). O livro será lançado nesta quarta-feira, dia 13, às 18h30, na Livraria Cultura – Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073. São Paulo/SP). A obra foi organizada como uma cronologia da trajetória do jardim, apresentando dados sobre o parque, o bairro da Luz, o crescimento urbano e cultural da cidade e a diversidade botânica do local.
No livro são descritas todas as mudanças pelas quais o local passou, como a transformação em jardim público, em 1825, e a história dos principais monumentos e construções arquitetônicas do parque, como o lago da cruz-de-malta, o coreto e a casa de chá. Ao falar desses aspectos, os autores contam também a relação do local com a população e como fonte de lazer, o que foi se perdendo com sua decadência, a partir de 1920. Ao final da obra, os autores reservaram uma parte dedicada à fauna e à flora do parque. É possível ver uma grande diversidade de plantas, algumas com mais de 100 anos, como a jaqueira, o cipestre-do-japão e o cedro. Entre os animais que vivem no jardim estão bem-te-vi, sabiá e bicho-preguiça.

