
Por ser um “especialista”, a leitura no Kindle é mais agradável devido à tecnologia de e-Ink (pode-se ler ao sol) e ele é
muito menor e mais leve que o iPad. Mas não é isto o que realmente faz a diferença. Até porque alguém já disse que “em dias de sol, eu prefiro fazer outras coisas que ler”. A grande questão é que ler um livro exige um mínimo de tranquilidade.

Toda leitura de livro é um certo retiro emocional e espiritual, é um momento de reflexão e de relaxamento. E o iPad é tão bom, tão ágil, tão divertido que se torna impossível alcançar a paz de espírito necessária para a boa leitura. Quando estou com meu iPad, não consigo ficar 10 minutos sem checar e-mail, ver o Twitter ou navegar na Internet. É fascinante e viciante. A melhor descrição deste “problema” do iPad foi feita por Peter Bregman em um post no blog da Harvard Business Review:Why I returned my iPad..
Portanto, para ler com calma e viajar no prazer da leitura nada é melhor que o Kindle, que aliás é hoje o e-reader mais barato do mercado brasileiro (R$ 550) ainda que importado regularmente diretamente da Amazon. Para todo o resto, o iPad é imbatível.
Carlo Carrenho, editor colaborador do Publishing Perspectives, é consultor editorial brasileiro radicado na Suécia e membro da consultoria Alpine Global Collective.
** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do PublishNews.