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A realidade das donas de cabarés
PublishNews, Redação, 17/02/2009

Seis meses de andança pelos bordéis de cidades baianas resultaram no livro Conversas de cafetinas (Arquipélago Editorial, 160 pp., R$ 31), de Sérgio Maggio, no qual o jornalista traz as melhores histórias de uma reportagem feita durante este período. “A possibilidade de compreender a teia de fatos que envolve o poderio das cafetinas, suas mulheres e seus castelos foi um exercício de obstinação, envolvimento, observação e, sobretudo, uma prática de jornalismo”, relata o autor. As histórias de oito mulheres que riram, choraram, falaram, esconderam-se, correram, confiaram, desconfiaram, ameaçaram, revelaram, fantasiaram e mentiram são contadas na publicação. O resultado é uma obra que mostra o poder das cafetinas, a relação dócil e quase maternal que muitas delas estabelecem com as “suas meninas” – as prostitutas –, a forma como são, geralmente, exploradas pelos seus amantes e o trato com os clientes que frequentam suas casas. Saiana, Minininha, Cabeluda, Juci, Nini, Andréa, Fátima e Gina compõem o universo criado por Maggio, que, desde menino, solidarizava-se com os ciúmes da mãe diante dos olhares compridos do pai para as misteriosas moças do cabaré.

[17/02/2009 00:00:00]
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