Dapieve: Sem ler, eu me sinto burro
PublishNews, 02/10/2003
"Comecei minha leitura por gibis da Disney, passei para policiais da Agatha Christie, por thrillers do Frederick Forsyth e do John Le Carré... Acho que foi o tom melancólico deste que me empurrou para as primeiras leituras mais
significativas: os existencialistas, mais Camus do que Sartre, aliás. O estrangeiro foi (é) o livro da minha vida, acho. Todas as questões que me ainda me intrigam estão ali: a fragilidade da vida e da razão, a frieza do
mundo, o alheamento diante dos outros. Sem ler, hoje e sempre, eu me sinto burro. Posso estar ouvindo música, indo ao cinema, ao teatro, fazendo o diabo - mas, para mim, sinônimo de enriquecimento mesmo é a leitura.
Arthur Dapieve, jornalista
(Depoimento publicado originalmente no jornal Notícias do Salão, que veiculou durante o quinto Salão do Livro para Crianças e Jovens, no Rio de Janeiro)


